terça-feira, 13 de dezembro de 2011

PROTOCOLO DE KYOTO “COP-17”


Qual será o discurso do BRASIL para o ano de 2020, devido ao retrocesso do código florestal. Você pensou nisso?


Imagem fonte: http://atmoferica.blogspot.com/2010_12_01_archive.html

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Interesse do governo é que acertos globais para corte de emissões de gases-estufa entrem em vigor a partir de 2020. Brasil já tem metas de redução de emissões até 2020 e não queria se comprometer com outras antes do prazo

O Brasil atuou para adiar a data da entrada em vigor do futuro acordo global contra os gases-estufa durante as negociações na COP-17, a conferência do clima de Durban.

Oficialmente, o país diz que é preciso esperar o novo relatório do IPCC, o painel do clima da ONU, para negociar as metas de corte de CO2 já diante das previsões mais atualizadas da ciência sobre o aquecimento global. O relatório sai em 2014 [...]

Como explicou a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) num intervalo da plenária final da COP-17, caso o acordo passasse a vigorar antes, o país seria obrigado a assumir um novo conjunto de metas internacionais antes de cumprir as existentes hoje. O governo temia não ser possível contabilizar as reduções em curso para efeitos do cumprimento dos novos objetivos.

A questão das datas de implementação colocou o Brasil ao lado dos Estados Unidos e contra a União Europeia e o Aosis, bloco dos pequenos países insulares.

A UE queria negociar o novo instrumento legal o mais cedo possível, tê-lo assinado em 2015 e ratificado até 2018. Como ficou praticamente sozinha na extensão do Protocolo de Kyoto, o acordo do clima existente (sob o qual apenas países desenvolvidos, o chamado Anexo-1, têm metas a cumprir), a UE queria abreviar sua vigência: até 2017, em vez de 2020. [...]

O Brasil também argumentou contra a data de 2017, afirmando que ela deixaria um "buraco" nas ações dos países desenvolvidos entre 2018 e o início da vigência do acordo global, em 2020.

A COP-17 favorece grandes corporações poluidoras

 

Com quase dois dias de atraso, os representantes das 194 nações reunidas em Durban, África do Sul, para a Conferência do Clima da ONU, chegaram a uma resolução para evitar o fracasso absoluto da reunião um novo acordo climático global a ser implementado a partir de 2020.

Das duas semanas de negociações, o que ficou evidente é que os governos de todo o mundo deram ouvidos às grandes corporações poluidoras em lugar do povo, que deseja o fim da dependência dos combustíveis fósseis e ações reais e imediatas para mitigar os efeitos das mudanças climáticas.

Segundo Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace Internacional, conduzidos pelos Estados Unidos, os negociadores que representam as nações poluidoras tiveram êxito em inserir uma cláusula de escape no texto, que pode evitar que o próximo acordo climático global apresente metas para cortes de emissões com força de lei.

“Esta decisão pode nos levar para além do limiar de dois graus de aumento da temperatura média global. A chance de evitar uma catastrófica mudança climática escapa de nossas mãos cada vez que as nações falham em estabelecer um plano de resgate para o planeta.”

A COP-17 tem avanço histórico

 

Países concordaram pela primeira vez em criar tratado que obrigue todas as nações a reduzir gases do efeito estufa. No entanto, ações reais só virão após 2020, o que não afasta risco de mudança climática dita 'perigosa' no planeta

A COP-17, a conferência do clima de Durban, África do Sul terminou ontem lançando a base para um futuro acordo contra o aquecimento global que, pela primeira vez, envolverá metas obrigatórias para todos os países do mundo, mas só após 2020.

É o maior avanço político na luta contra os gases-estufa desde a gênese do Protocolo de Kyoto, em 1995.

Trata-se de algo inédito na Convenção do Clima da ONU, pois pela primeira vez os maiores poluidores do mundo, EUA e China, integrarão o mesmo acordo.

A COP-17 – 2017-2020

Conferência das Partes termina em Durban prolongando o Protocolo de Quioto até 2017 e com a promessa de que todas as nações serão obrigadas a limitar a liberação de gases do efeito estufa a partir da próxima década

A mais longa Conferência foi um sucesso porque pela primeira vez na história todos os países concordaram em assumir metas de emissões. Porém, como isso só vai acontecer a partir de 2020, outros afirmam que a reunião foi um fracasso e condena o planeta a sofrer as piores consequências das mudanças climáticas.
Os 194 países acabaram concordando com o plano da União Europeia de estender o Protocolo de Quioto até 2017, enquanto se negocia um novo tratado climático que deve estar pronto em 2015 para ser ratificado até no máximo 2020.

O texto final, que foi batizado de Durban Platform for Enhanced Action (Plataforma de Durban para a Ação Aprimorada, em uma tradução livre) também consolida a estrutura do Fundo Climático Verde, que disponibilizará até US$ 100 bilhões ao ano para ações de mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Ficou ainda acertado que o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) continuará a funcionar sob o segundo período de compromissos do Protocolo de Quioto, que começará em 2013. Trinta países participarão dessa nova fase, em sua maioria europeus. Estados Unidos, Rússia, Japão e Canadá ficarão de fora.

Em troca, as grandes nações emergentes, Brasil, China, Índia e África do Sul, concordaram em adotar metas obrigatórias para emissões a partir de 2020.

A COP-17: 2020 será tarde...

As principais organizações de ativistas climáticos do planeta não ficaram satisfeitas com o resultado apresentado em Durban e afirmam que as decisões tomadas não são nem de perto suficientes para limitar o aquecimento global a 2°C e evitar as piores consequências das mudanças climáticas.

“Com certeza não é o acordo que o planeta precisa. Tudo ficou aquém do que era necessário, tanto da parte de redução de emissões quanto sobre o financiamento climático”, afirmou Alden Meyer, da União dos Cientistas Preocupados.

“Conduzidos pelos Estados Unidos, os países desenvolvidos renegaram as suas promessas, enfraqueceram as regras sobre ações climáticas e fortaleceram aqueles que permitem às suas corporações lucrarem com a crise do clima", disse Sarah-Jayne Clifton, da organização Amigos da Terra Internacional.

“Não foi atingido um acordo real. O que eles fizeram foi minimizar as promessas em um texto vago e que não contém punições para quem não cumprir sua parte”, declarou Samantha Smith, do WWF.

A secretária-executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Christiana Figueres, reconheceu que a COP17 terminou de forma ambígua, com um lado positivo, todos adotarão metas obrigatórias, e outro negativo, levará quase dez anos para que isso aconteça.


NOTA FG: início de um bom resultado ou o fim prorrogado para uma esperança tardia...


FONTES PESQUISADAS:
http://3.bp.blogspot.com/_5f8TWVrIi64/Sbrb2rj4FvI/AAAAAAAABKA/JE9sECJgyPc/s400/polui%C3%A7%C3%A3o+do+ar.gif

Um comentário:

Anônimo disse...

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Vamos às ruas!

Lembramos a todos que esse sábado (17/12) será o Dia de Luta Contra Belo Monte e estão marcadas manifestações no Brasil inteiro. Assim como o filme, a ida às ruas é fundamental para chamar a atenção da sociedade e dos governantes para essa dicussão, gerando mais debates sérios acerca do tema. A manifestação de São Paulo começa no MASP (Av. Paulista) às 14h e nossa equipe estará lá para registrar esse momento histórico e participar do protesto.

Equipe
Belo Monte - Anúncio de uma Guerra

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